quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A Promessa
Uma homenagem a seres mais do que especiais...
domingo, 7 de novembro de 2010
A Alegria e a Tristeza

E ele respondeu:
"Vossa alegria é vossa tristeza desmascarada.
E o mesmo poço que dá nascimento a vosso riso foi muitas vezes preenchido com vossas lágrimas.
E como poderia não ser assim?
Quanto mais profundamente a tristeza cavar suas garras em vosso ser, tanto mais alegria podereis conter.
Não é a taça em que verteis vosso vinho a mesma que foi queimada no forno do oleiro?
E não é a lira que acaricia vossas almas a própria madeira que foi entalhada à faca?
Quando estiverdes alegres, olhai no fundo de vosso coração, e acharei que o e vos deu tristeza é aquilo mesmo que vos está dando alegria.
E quando estiverdes tristes, olhai novamente no vosso coração e verei que, na verdade, estareis chorando por aquilo mesmo que constituiu vosso deleite.
Alguns dentro vó s dizeis: "A alegria é maior que a tristeza", e outros dizem: "Não, a tristeza é maior.""
Eu, porém, vos digo que elas são inseparáveis.
Vêm sempre juntas; e quando uma está sentada à vossa mesa, lembrai-vos de que a outra dorme em vossa cama.
Em verdade, estais suspensos como os pratos de uma balança entre vossa tristeza e vossa alegria.
É somente quando estais vazios que estais em equilíbrio.
Quando o guarda do tesouro vos suspende para pesar seu ouro e sua prata, então deve a vossa alegria ou a vossa tristeza subir ou descer."
O Profeta - Gibran Kalil Gibran
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Sabedoria Indígena

“Já anoitecia quando a jovem guerreira chegou à aldeia... Parecia ignorar tudo à sua volta... Em meio ao estalar da lenha que projetava saltitantes chamas para o ar, ela ouviu alguém perguntar a causa da expressão de contentamento em seu rosto. Ela se voltou para o pequeno grupo que estava próximo à fogueira e, sorrindo, disse: “Em meu passeio pela pradaria, fiz duas descobertas: Posso viver a vida sem precisar ser percebida como alguém admirável. Esse prêmio não me faz falta. Descobri também que não sou escrava de mim mesma, porque renunciei à necessidade de lutar para fazer prevalecer a minha razão, quando me basta estar em paz... “Portanto, na pradaria conheci o valor da instigante e confortante sensação da íntima suficiência...” ( Xamã Ererê - www.xamas.com.br )
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
A caverna de Platão

ALEGORIA DA CAVERNA
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REFLEXÃO:
Por meio desta parábola, relatada por Platão, podemos refletir um pouco acerca do que entendemos por verdade. Será que nossas verdades são as “sombras” que se encontram em nossa frente? Será que nossas verdades se resumem apenas ao que percebemos com nossos cinco sentidos? Quando acreditamos apenas no que conseguimos ver, ficamos dentro das muralhas de nossa existência, de nossos sentidos, percepções, conceitos e preconceitos. Precisamos tomar cuidado para não aniquilarmos prematuramente o que ainda não vemos. Pode ser que se perca uma ótima oportunidade de ampliar nossos conhecimentos. Acreditar nas "sombras" é um péssimo hábito que, infelizmente, está muito presente em nossa vida...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
O peso do amor...

O meu amor é o meu peso. Para qualquer parte que vá é ele que me leva. O Vosso Dom inflama-nos e arrebata-nos para o alto. Ardemos e partimos. Fazemos ascensões no coração cantamos o "cântico dos degraus" [...] Lá nos colocará a "boa vontade"para que nada mais desejemos senão permanecer ali eternamente.
Santo Agostinho
sábado, 2 de outubro de 2010
Tarde Vos Amei!

Tarde Vos amei, Ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu lá fora a procurar-Vos! Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes. Estáveis comigo, e eu não estava convosco!
Retinha-me longe de Vós! Disforme, lançava-me sobre estas formosuras que criastes. Estáveis comigo, e eu não estava convosco!
Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria se não existisse em Vós. Porém, me chamastes com uma voz tão forte que rompestes a minha surdez! Brilhastes, cintilastes e logo afugentastes a minha cegueira! Exalastes perfume: respirei-o suspirando por Vós. Eu vos saboreei, e agora tenho fome e sede de Vós. Vós me tocastes e ardi no desejo da Vossa paz.
Santo Agostinho (Confissões)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
O amor, segundo Agostinho....

Se confessarem, confessem com amor.
Se ensinarem, ensinem com amor.
Se perdoarem, perdoem com amor.
Deixem o amor entrar em vocês. Somente o Bem pode nascer dessa origem.
Amem. Amem com vontade.
O Amor existe na adversidade. Mostra prudência na prosperidade. É forte no sofrimento. Alegra-se com boas novas. Está acima da tentação. Ele é generoso na hospitalidade. Agradável entre verdadeiros irmãos. Paciente com a falta de fé.
Esté é o Espírito dos livros sagrados. A virtude da profecia. A Salvação dos mistérios. É a força do conhecimento. A generosidade da fé. A riqueza para os pobres. A vida aos moribundos. O Amor é tudo."
Santo Agostinho (354 - 430 d.C.)