sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Mestre


Quem seria nosso Mestre?

Seria aquele que se distanciando da vida comum, permanece num estado considerado tão alto que para nós, pobres mortais, será impossível de alcançar?

Penso que não.

O verdadeiro Mestre é aquele que, vivendo em meio à vida comum, como todos os seres humanos, consegue enxergar além da realidade vivida e perceber que existe algo mais na vida do que apenas dores e sofrimentos.

E, conseguindo se distanciar, sem sair da vida, atinge outras realidades existentes em nosso meio, mas que não percebemos, e se utilizando dos meios que aqui possuímos nos remete a estas outras realidades de uma maneira tão natural e tão simples, que muitas vezes não é reconhecido como este verdadeiro Mestre.

Porque os verdadeiros Mestres devem viver de acordo com regras inventadas por pessoas que acham que podem decidir assuntos que não lhes pertencem, que pra tudo existe um protocolo a seguir, e sem o qual o Mestre não pode existir, bobagem!

Como poderia alguém ser Mestre, se não experimentasse da mesma realidade existencial que qualquer pessoa comum vive, se não fosse assim, tudo seria perfeito demais para poder ser acreditado, viraria ficção científica.

Por isso, paremos e observemos ao nosso redor quem são nossos Mestres de verdade, não é um exercício fácil de realizar, mas necessário para não vivermos num eterno conto de fadas, e poder enxergar além da simples aparência das coisas e das pessoas.

E assim encontraremos aquilo mesmo que estava escondido dentro de nós e não sabíamos.

Por Daniel Silva - www.impressoesdaniel.blogspot.com

Para acalmar a alma...

Sea of Emotion (work it twixtor) from VOROBYOFF PRODUCTION on Vimeo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Saudades...


Meus olhos querem tanto te ver,

Que já te enxergam chegando

Meio que deslizando suave e silenciosa.

Meus dedos que também anseiam por te tocar

Tremem á sua repentina aparição...

E em vão se esticam, só encontram o ar...

Meus lábios secos pela ausência dos teus beijos

Também não encontram paz nem o doce da tua saliva.

Não me conforto, não me conformo,

Fecho os olhos, inspiro profundamente,

Mas nada chega aos meus sentidos,

Meus pulmões estão vazios,

Teu perfume me escapa, teu cheiro não encontro

Fico então sem ar, quase morro de sede, de fome,

Por que teu corpo que me vem tão moreno e delicado,

Porque tuas pernas que não se enroscam nas minhas

Porque teu rosto que se aproxima do meu,

Não traz o teu sorriso e da tua boca,

Não ouço se quer palavra de amor

Miragem, miragem...

Mas que maldade meus sentidos me pregam

Castigam-me por te querer tanto.

Durmo acordo, ando trabalho, como,

Vivo e morro o dia assim...sonhando,

Saudade, saudade, saudade...

Por: Omar Farago

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O amor exige mudanças profundas. O amor pede transformações em nossa essência e em nossa vida... Ele nos faz sofrer, mas ao mesmo tempo nos eleva às mais altas esferas da felicidade sem fim... O amor é amigo, e também amante. O amor pacifica, porém desestrutura para se estruturar novamente. O amor nos mantém vivos, e nos pede para fazer morrer os nossos antigos costumes e apegos, pois ele é a promessa de um vida inteiramente nova. Para se amar, é necessário desapegar-se e ter muita...muita coragem para romper velhos padrões e crenças que não podem acompanhar uma energia tão sutil: o amor. O amor revigora. O amor enobrece. O amor compreende, mas é firme em seus propósitos de amar. O amor é tudo, e uma vida sem amor, não é vida, apenas uma pálida sombra dela.
Sandra Baptista

My love, my life

A delicadeza do amor...

Apaixone-se!

Apaixone-se por alguém que te ame,que te espere,que te compreenda mesmo na loucura.Por alguém que te ajude,que te guie,que seja teu apoio, tua esperança, teu todo. Apaixone-se por alguém que volte para conversar com você depois de uma briga, depois do desencontro, por alguém que caminhe junto a ti, que seja seu companheiro. Apaixone-se por alguém que te ame, que sinta sua falta e que precise de você.
(autor desconhecido)

Amor - a única escolha possível

Podemos seguir o caminho que quisermos, mas todos conduzem numa mesma direção: à Fonte. No fim das contas a gente cansa de sofrer e quer saber como escapar disso. Aprendemos o inevitável: sem amor, não há felicidade. E desenvolvemos sabedoria pra fazer melhores escolhas. Portanto, esse negócio de livre-arbítrio vai só até a página 2, porque em algum momento vamos ter que optar pelo AMOR.  
(autor desconhecido)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A serenidade





Herman Hesse.



"A serenidade não é feita nem de troça nem de narcisismo, é conhecimento

supremo e amor, afirmação da realidade, atenção desperta junto à borda dos

grandes fundos e de todos os abismos; é uma virtude dos santos e dos

cavaleiros, é indestrutível e cresce com a idade e a aproximação da morte.

É o segredo da beleza e a verdadeira substância de toda a arte.
O poeta que celebra, na dança dos seus versos, as magnificências e os terrores

da vida, o músico que lhes dá os tons de duma pura presença, trazem-nos a luz;

aumentam a alegria e a clareza sobre a Terra, mesmo se primeiro nos fazem

passar por lágrimas e emoções dolorosas. Talvez o poeta cujos versos nos

encantam tenha sido um triste solitário, e o músico um sonhador melancólico:

isso não impede que as suas obras participem da serenidade dos deuses e das

estrelas. O que eles nos dão, não são mais as suas trevas, a sua dor ou o seu

medo, é uma gota de luz pura, de eterna serenidade. Mesmo quando povos

inteiros, línguas inteiras, procuram explorar as profundezas cósmicas em mitos,

cosmogonias, religiões, o último e supremo termo que poderão atingir é essa

serenidade.



Hermann Hesse, in 'O Jogo das Contas de Vidro'

(colaboração: Ivanildo Assis)


terça-feira, 17 de maio de 2011

Hymne à la vie - A canção Sublime

O Bhagavad Gita, isto é a Sublime Canção, também designada a Canção do Senhor, ou a Mensagem do Mestre, é uma das obras mais importantes que existem no mundo. Neste livro Krishna explica a verdadeira natureza humana e sua relação com Deus.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Somos filhos da Perfeição!



“Deus é perfeito e, sendo assim, nos criou perfeitos. A perfeição jamais poderia dar origem à imperfeição, do contrário, não seria perfeição. Porém, nós, ao nos distanciarmos de nossa essência perfeita, manifestamos em nossas vidas imperfeições e, o pior, nos identificamos com elas, achando que tais imperfeições somos nós.

Esta ilusão provém de condicionamentos que carregamos ao longo de inúmeras vidas, que causam uma separação de nós mesmos de nossa essência Divina, Perfeita.

Quando despertamos para a realidade de que trazemos a centelha Divina e perfeita no âmago de nosso ser, e de que esta centelha é nossa verdadeira essência, estamos no caminho da verdadeira “Religião”, cujo significado é “religar o homem a Deus”.

Religados à nossa verdadeira essência, a essência Divina, estaremos religados a Deus, e passaremos a manifestar Sua Perfeição em nossas vidas.
A centelha divina reluzirá dentro de nós e se expandirá, iluminando não apenas a nós mesmos, mas também a todos aqueles que estiverem ao nosso redor...”
(autor desconhecido)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bhagavad Gita - A Canção Sublime


“... Mas, quem a Mim unicamente adora e em Mim procura o refúgio, lhe darei a Ventura imperecível.
Entretanto, não te esqueças, ó caríssimo! de que mesmo aquele que adora outros deuses, porque não Me conhece, a Mim adora, sem o saber. Se ele assim faz com fé e amor, Eu aceito a sua adoração e o recompenso segundo seu merecimento.
Pois Eu sou o Senhor de todos os sacrifícios, e recebo-os todos. Mas aqueles que não Me conhecem em verdade, não podem chegar a Mim, e, por isso, hão de caminhar de renascimento em renascimento.
Cada um chega ao objeto de sua devoção. os que adoram os antepassados, com eles morarão. Os que adoram os espíritos inferiores, à sua esfera irão. E aqueles que adoram a Mim, em minha Essência, comigo se unirão.
Sabe também, ó Arjuna! que Eu aceito toda a oferenda que se Me faça com amor: seja uma folha, uma flor, uma fruta ou apenas gotas de água. Eu não olho o valor da oferenda, mas olho o coração de quem a faz.
Por isso, qualquer coisa que faças, quer comas ou bebas, quer recebas ou dês, quer jejues ou ores, sempre pensa em Mim e oferece tudo a Mim.
E oferecendo a Mim todas as tuas ações, serás livre dos vínculos da ação e das suas consequências. A tua mente torna-se, assim bem equilibrada e harmonizada, e capaz de unir-se a Mim.
A todos os meus filhos no mundo, a todos os viventes, Eu olho com igual amor e simplicidade. Todos Me são igualmente caros, não repilo a ninguém e a ninguém prefiro. Aqueles porém, que Me adoram e a Mim se dedicam, esses estão em Mim e Eu neles.
Se um grande pecador a Mim se dirige e Me dedica o amor de sua alma, é digno de louvor, porque procura a verdade.
Em breve ele encontrará o caminho da retidão e, trilhando-o com perseverança, alcançará a Paz Eterna; pois Eu não abandono a nenhum dos que Me adoram em verdade.
Cada um que a Mim se dirige, acha em Mim o refúgio, e anda pelo soberano caminho, mesmo que nascido de família pecadora, seja homem ou mulher, rústico ou peão.
Tanto mais os santos brâmanes e os pios reis sábios! Compreende isto, ó prícipe! e considera esta terra como uma morada passageira, transitória.
Conhece-Me, adora-Me, fixa em Mim a tua mente e sem distração une a tua vontade à Minha, e nesta união encontrarás a mais perfeita felicidade da tua vida.”

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Reencarnação


Quando nascemos neste mundo, nos é dada a quantidade exata de tempo necessária para completar nosso trabalho espiritual.

Cada um de nós possui tarefas específicas a realizar, e elas podem ser diferentes para cada um, mas a cabala nos diz que nossa transformação pode ser completada em uma vida.

Temos tempo suficiente, mas também não temos tempo a perder.

Infelizmente, a maioria de nós não usa o tempo muito bem.

Todo dia a vida nos distrai do nosso propósito maior.

À medida que os anos passam, podemos alcançar parte da nossa transformação, ou talvez nenhuma.

Mas o fato é que a maioria de nós parte dessa vida sem completar a tarefa que veio realizar.

Podemos até mesmo ter ido em direção totalmente oposta, nos distanciando do nosso propósito.

A cabala ensina que retornaremos a esse mundo em muitas encarnações, até que alcancemos a transformação completa.

O trabalho incompleto nessa vida é carregado novamente para uma vida futura, até que a tarefa de transformação seja realizada.

A reencarnação é um princípio da cabala.

O mundo e o lugar que ocupamos nele não pode ser compreendido sem esse princípio chave.

Como sempre, o que é verdadeiro para uma única alma humana também é verdadeiro para toda a humanidade. Enquanto qualquer um de nós ficar para trás no processo de transformação, continuaremos a participar do ciclo de nascimento, morte e renascimento – bem como a humanidade como um todo, até que exista uma massa crítica de pessoas realmente iluminadas que eliminem a dor e a morte para sempre.

A possibilidade de reencarnação não é uma licença para ignorar nossas responsabilidades espirituais nessa vida. Pelo contrário, a reencarnação deve ser um incentivo para completar nossas tarefas espirituais tão rapidamente quanto possível, cuidar do trabalho de transformação e viver vidas mais compassivas e compartilhadoras. Somente assim podemos sair da roda de chegada e partida no mundo e nos livrar da dor que inevitavelmente a acompanha.

Por: Yehuda Berg

sábado, 19 de março de 2011

Einstein - uma fé absoluta



O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem esperam benignidade e do qual temem o castigo - uma espécie de sentimento exaltado da mesma natureza que os laços do filho com o pai, um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam. Mas o sábio, bem convencido, da lei de causalidade de qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. A moral não lhe suscita problemas com os deuses, mas simplesmente com os homens. Sua religiosidade consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu engenho não podem desvendar, diante dela, a não ser seu nada irrisório. Este sentimento desenvolve a regra dominante de sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas. Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos em todos os tempos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Despedidas...

Porque nós não sabemos quando vamos morrer, nós começamos a pensar na vida como um inesgotável bem. No entanto, tudo acontece apenas um certo número de vezes, e um número muito pequeno mesmo. Quantas vezes mais você vai lembrar de uma certa tarde de sua vida, uma tarde que é tão profundamente uma parte do seu ser que você não pode sequer conceber sua vida sem ela? .......
Talvez quatro, ou cinco vezes mais? Talvez nem isso. Quantas vezes mais você vai assistir o nascer da lua cheia? Talvez vinte anos. E, no entanto tudo parece não ter limites ... "

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Amor entre as "Metades de uma Alma"




...Se o desejo de ser amado for mais forte
e você se prender a alguém com insistência,
ele se aborrecerá
e acabará se afastando de você.
O primeiro estágio do amor é a simpatia.
A simpatia aumenta e se torna apego,
e nesse estágio há sofrimentos e alegrias.
A alegria proveniente do amor-apego
vem sempre acompanhada de angústias e sofrimentos.
A alegria absoluta, que não vem acompanhada
de sofrimentos nem de angústias,
só será obtida quando o seu amor evoluir mais.
Só será obtida quando você abandonar o apego
e deixar o outro totalmente livre.
Quando você soltar o outro,
ele voltará a você espontaneamente,
com amor sincero,
porque ele, originalmente,
é a outra metade da sua alma.


CARL PHILLIP

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Promessa

A promessa de que a vida é linda e de que o mundo pode ser ainda melhor....



Uma homenagem a seres mais do que especiais...

domingo, 7 de novembro de 2010

A Alegria e a Tristeza




Então, uma mulher disse: "Fala-nos da alegria e da tristeza."
E ele respondeu:
"Vossa alegria é vossa tristeza desmascarada.
E o mesmo poço que dá nascimento a vosso riso foi muitas vezes preenchido com vossas lágrimas.
E como poderia não ser assim?
Quanto mais profundamente a tristeza cavar suas garras em vosso ser, tanto mais alegria podereis conter.
Não é a taça em que verteis vosso vinho a mesma que foi queimada no forno do oleiro?
E não é a lira que acaricia vossas almas a própria madeira que foi entalhada à faca?
Quando estiverdes alegres, olhai no fundo de vosso coração, e acharei que o e vos deu tristeza é aquilo mesmo que vos está dando alegria.
E quando estiverdes tristes, olhai novamente no vosso coração e verei que, na verdade, estareis chorando por aquilo mesmo que constituiu vosso deleite.

Alguns dentro vó s dizeis: "A alegria é maior que a tristeza", e outros dizem: "Não, a tristeza é maior.""
Eu, porém, vos digo que elas são inseparáveis.
Vêm sempre juntas; e quando uma está sentada à vossa mesa, lembrai-vos de que a outra dorme em vossa cama.
Em verdade, estais suspensos como os pratos de uma balança entre vossa tristeza e vossa alegria.

É somente quando estais vazios que estais em equilíbrio.
Quando o guarda do tesouro vos suspende para pesar seu ouro e sua prata, então deve a vossa alegria ou a vossa tristeza subir ou descer."

O Profeta - Gibran Kalil Gibran

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sabedoria Indígena


“Já anoitecia quando a jovem guerreira chegou à aldeia... Parecia ignorar tudo à sua volta... Em meio ao estalar da lenha que projetava saltitantes chamas para o ar, ela ouviu alguém perguntar a causa da expressão de contentamento em seu rosto. Ela se voltou para o pequeno grupo que estava próximo à fogueira e, sorrindo, disse: “Em meu passeio pela pradaria, fiz duas descobertas: Posso viver a vida sem precisar ser percebida como alguém admirável. Esse prêmio não me faz falta. Descobri também que não sou escrava de mim mesma, porque renunciei à necessidade de lutar para fazer prevalecer a minha razão, quando me basta estar em paz... “Portanto, na pradaria conheci o valor da instigante e confortante sensação da íntima suficiência...” ( Xamã Ererê - www.xamas.com.br )

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A caverna de Platão


ALEGORIA DA CAVERNA


(adaptações: Paulo A. Duarte - Professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina)


Imagine um grupo de pessoas que habita o interior de uma caverna subterrânea, estando todas de costas para a entrada da caverna e acorrentadas pelo pescoço e pés, de sorte que tudo o que vêem é a parede da caverna. Atrás delas ergue-se um muro alto e por trás desse muro passam figuras de formas humanas sustentando outras figuras que se elevam para além da borda do muro. Como há uma fogueira queimando atrás dessas figuras, elas projetam sombras na parede da caverna. Assim, a única coisa que as pessoas da caverna podem ver é este “teatro de sombras”. E como essas pessoas estão ali desde que nasceram, elas acham que as sombras que vêem são a única coisa que existe. Imagine agora que um desses habitantes da caverna consiga se libertar daquela prisão. Primeiramente ele se pergunta de onde vêm aquelas sombras projetadas na parede da caverna. Depois consegue se libertar dos grilhões que o prendem. E o que acontece quando ele se vira para as figuras que se elevam para além da borda do muro? Primeiro, a luz é tão intensa que ele não consegue enxergar nada. Depois, a precisão dos contornos das figuras, de que ele até então só vira as sombras, ofusca a sua visão. Se ele conseguir escalar o muro e passar pelo fogo para poder sair da caverna, terá mais dificuldade ainda para enxergar devido à abundância de luz. Mas depois de esfregar os olhos, ele verá como tudo é bonito. Pela primeira vez verá cores e contornos precisos; verá animais e flores de verdade, de que as figuras na parede da caverna não passam de imitações baratas. Suponhamos, então, que ele comece a se perguntar de onde vêm os animais e as flores. Ele vê o Sol brilhando no céu e entende que o Sol dá vida às flores e aos animais da natureza, assim como também era graças ao fogo da caverna que ele podia ver as sombras refletidas na parede. Agora, o feliz habitante das cavernas pode andar livremente pela natureza, desfrutando da liberdade que acabara de conquistar. Mas as outras pessoas que ainda continuam lá dentro da caverna não lhe saem da cabeça. E por isso ele decide voltar. Assim que chega lá, ele tenta explicar aos outros que as sombras na parede não passam de trêmulas imitações da realidade. Mas ninguém acredita nele. As pessoas apontam para a parede da caverna e dizem que aquilo que vêem é tudo o que existe; é a única verdade que existe; é a realidade. Por fim, acabam matando aquele que retornou para dizer-lhes um monte de "mentiras".
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REFLEXÃO:
Por meio desta parábola, relatada por Platão, podemos refletir um pouco acerca do que entendemos por verdade. Será que nossas verdades são as “sombras” que se encontram em nossa frente? Será que nossas verdades se resumem apenas ao que percebemos com nossos cinco sentidos? Quando acreditamos apenas no que conseguimos ver, ficamos dentro das muralhas de nossa existência, de nossos sentidos, percepções, conceitos e preconceitos. Precisamos tomar cuidado para não aniquilarmos prematuramente o que ainda não vemos. Pode ser que se perca uma ótima oportunidade de ampliar nossos conhecimentos. Acreditar nas "sombras" é um péssimo hábito que, infelizmente, está muito presente em nossa vida...