terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fala-nos da morte...


Quereis conhecer o segredo da morte.
Mas como podereis descobri-lo se não o procurardes no coração da vida?
Se quereis realmente contemplar o espiríto da morte, abri amplamente as portas de vosso coração ao corpo da vida.
Pois a vida e a morte são uma e a mesma coisa, como o rio e o mar são uma e a mesma coisa.
[...]
Pois, o que é morrer senão expor-se, desnudo, aos ventos e dissolver-se no sol?
E que é cessar de respirar senão libertar o hálito de suas marés agitadas, a fim de que se levante e se expanda e procure a Deus livremente?

por Gibran Kalil Gibran. 
Do livro O Profeta

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sobre o amor...


"Onde quer que estejas, e em qualquer situação que te encontre, tenta sempre ser um enamorado e um enamorado apaixonado. Uma vez que possuas o Amor, serás sempre um enamorado, na tumba, no momento da Ressureição, no Paraíso, sempre. Ao semeares trigo, o trigo seguramente crescerá, o trigo estará no feixe e no forno."

"Teu nome está em meus lábios,
Tua imagem está em meus olhos,

Tua lembrança está em meu coração:

A quem escreveria eu então?

Tua imagem reside em meus olhos,
teu nome não está fora de meus lábios,
tua lembrança está nas profundezas de minha alma,
a quem então escreveria,
já que passeias em todos esses lugares?"

(Majnûm)

"Se procuro meu coração, encontro-o junto a ti.
Se procuro minh'alma, encontro-a em teus cabelos.
Quando sedento, bebo água,
Na água vejo a imagem de teu rosto.
Pensas que me libertei de meu pesar por Ti,
Que, sem Ti, me tornei paciente e fiquei tranquilo.
Oh, Senhor! Faze com que não me aproxime jamais da alegria
Se eu ficar um instante sem pesar por Ti.

(Ruba'yât)

domingo, 20 de novembro de 2011

Saudades

"Não sei se saudades tem cor. Dizem que sim.
O que eu sei é que ela tem forma, tem gosto, tem cheiro e peso também.
E, acredite, ela tem asas! Se não, como nos transportaria, tantas vezes, a lugares tão distantes?
E, sei ainda, que ela se agiganta, quando mais tentamos, diminuí-la.
Sei que ela dói, intensa e sem remédio.
Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência do tamanho da importância das pessoas dentro da gente..." (autor desconhecido)

domingo, 13 de novembro de 2011

Yeha-Noha

Yeha-Noha é uma canção tradicional dos índios da tribo Navajo. Interpretada pelo grupo indígena norte-americano, Sacred Spirit, ela é cantada durante o inverno enquanto os animais estão dormindo. A voz que se escuta é de um respeitado "velho" Navajo de Chinle (Arizona - EUA), Kee Chee Jake.

O significado de "Yeha-Noha" é "desejo de felicidade e prosperidade".




A Carta do Cacique Seattle, em 1855
Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:

"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.

Vivendo o desconhecido...


O desconhecido está sempre, continuamente, entrando no seu mundo conhecido e perturbando-o. Mas perturba-o apenas porque você não lhe dá as boas-vindas. Se você puder acolher o desconhecido e se puder abandonar o conhecido...

É sempre o conhecido que é perturbado pelo tempo - não é o desconhecido. O desconhecido não pode ser perturbado pelo tempo ou por qualquer coisa.

Se você está pronto para dar as boas-vindas ao desconhecido, você conhece o segredo de permanecer vitorioso em todas as derrotas e em todos os fracassos.
Por Ronaldo Bezerra

Por um mundo melhor...

sábado, 12 de novembro de 2011

Viver integralmente




A vida só é possível quando você tem
tanto o bom tempo quanto o mau tempo,
quando tem prazer e dor;
quando tem inverno e verão, dia e noite;
quando tem tristeza tanto quanto felicidade,
desconforto tanto quanto conforto.

A vida passa entre essas duas polaridades.

Movendo-se entre essas duas polaridades, você aprende a se equilibrar.

Entre essas duas asas, você aprende a voar até a estrela mais brilhante.
(autor desconhecido)