terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mente e Alma




A mente nunca entende. Com a mente não há compreensão. O entendimento é um fenômeno totalmente diferente em você: ele acontece somente na não-mente. A mente finge entender e nada entende. Ela é uma grande enganadora. Você somente pode entender quando puder começar a perceber e a sentir: você somente pode entender quando se dá conta de algo. A mente terá de ser colocada de lado. Este é o significado de ser um sannyasin: você coloca sua mente de lado e lentamente começa a se mover em direção a algo que de modo nenhum é a mente.

O que é a mente? O passado, o aprendido, o conhecimento que foi entulhado em você. A mente é um computador. A sociedade, os pais, os políticos e os sacerdotes a usaram, eles colocaram mil e uma coisas em você - essa é a sua mente, mas não é você! E essa mente pode ser colocada de lado, porque ela não é você! Você é a testemunha. Você não é o pensamento, mas aquele que percebe o pensamento passar rapidamente. Observe... quando um pensamento surge em você, você é o pensamento?
Você está sentindo raiva, amor ou compaixão e pensamentos estão surgindo em você - pensamento de raiva, amor ou compaixão, e há uma multidão deles passando, o tráfego de pensamentos. Você é esse tráfego? Então quem é aquele que percebe? Então quem está olhando para esse tráfego? O espectador não pode ser parte do tráfego, ele precisa ser transcendental ao tráfego. Você não pode ser a coisa que você está vendo. Aquele que vê nunca pode ser o visto. O meditador nunca pode ser aquilo sobre o que se medita. Quando você começa a observar sua mente e seus pensamentos, surge em você uma consciência totalmente nova: você se torna uma testemunha, um espelho. Esse espelho compreende. A compreensão é parte desse espelho.

OSHO

Trecho retirado do Livro: A Sabedoria das Areias - Discursos sobre o Sufismo.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo!

Feliz Ano Novo a todos os amigos que acompanham esse blog. 
Feliz Ano Novo a todos os seres vivos. Feliz Ano Novo a todos o Planeta!
Mil beijos
 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fala-nos da morte...


Quereis conhecer o segredo da morte.
Mas como podereis descobri-lo se não o procurardes no coração da vida?
Se quereis realmente contemplar o espiríto da morte, abri amplamente as portas de vosso coração ao corpo da vida.
Pois a vida e a morte são uma e a mesma coisa, como o rio e o mar são uma e a mesma coisa.
[...]
Pois, o que é morrer senão expor-se, desnudo, aos ventos e dissolver-se no sol?
E que é cessar de respirar senão libertar o hálito de suas marés agitadas, a fim de que se levante e se expanda e procure a Deus livremente?

por Gibran Kalil Gibran. 
Do livro O Profeta

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sobre o amor...


"Onde quer que estejas, e em qualquer situação que te encontre, tenta sempre ser um enamorado e um enamorado apaixonado. Uma vez que possuas o Amor, serás sempre um enamorado, na tumba, no momento da Ressureição, no Paraíso, sempre. Ao semeares trigo, o trigo seguramente crescerá, o trigo estará no feixe e no forno."

"Teu nome está em meus lábios,
Tua imagem está em meus olhos,

Tua lembrança está em meu coração:

A quem escreveria eu então?

Tua imagem reside em meus olhos,
teu nome não está fora de meus lábios,
tua lembrança está nas profundezas de minha alma,
a quem então escreveria,
já que passeias em todos esses lugares?"

(Majnûm)

"Se procuro meu coração, encontro-o junto a ti.
Se procuro minh'alma, encontro-a em teus cabelos.
Quando sedento, bebo água,
Na água vejo a imagem de teu rosto.
Pensas que me libertei de meu pesar por Ti,
Que, sem Ti, me tornei paciente e fiquei tranquilo.
Oh, Senhor! Faze com que não me aproxime jamais da alegria
Se eu ficar um instante sem pesar por Ti.

(Ruba'yât)

domingo, 20 de novembro de 2011

Saudades

"Não sei se saudades tem cor. Dizem que sim.
O que eu sei é que ela tem forma, tem gosto, tem cheiro e peso também.
E, acredite, ela tem asas! Se não, como nos transportaria, tantas vezes, a lugares tão distantes?
E, sei ainda, que ela se agiganta, quando mais tentamos, diminuí-la.
Sei que ela dói, intensa e sem remédio.
Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência do tamanho da importância das pessoas dentro da gente..." (autor desconhecido)

domingo, 13 de novembro de 2011

Yeha-Noha

Yeha-Noha é uma canção tradicional dos índios da tribo Navajo. Interpretada pelo grupo indígena norte-americano, Sacred Spirit, ela é cantada durante o inverno enquanto os animais estão dormindo. A voz que se escuta é de um respeitado "velho" Navajo de Chinle (Arizona - EUA), Kee Chee Jake.

O significado de "Yeha-Noha" é "desejo de felicidade e prosperidade".




A Carta do Cacique Seattle, em 1855
Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:

"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.