Quando não se necessita de palavras e a música e o movimento dizem tudo...
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
A Dança
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| Imagem: Sam Carlo |
"A Dança"
de Pablo Neruda
Não
te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas.
Nada contava nem tinha nome.
O mundo era do ar que esperava
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo.
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio.
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas.
Nada contava nem tinha nome.
O mundo era do ar que esperava
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo.
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio.
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
O Amado
Oh meu Amado!
Leve-me
Liberte minha alma
Me preencha com seu amor
e liberte-me dos dois mundos.
Se eu colocar meu coração
Em algo mais que não você
Oh fogo, me queime por dentro!
Oh meu amado
Leve tudo o que eu quero
Leve tudo o que eu faço
Leve tudo
e leve-me para você.
Leve-me
Liberte minha alma
Me preencha com seu amor
e liberte-me dos dois mundos.
Se eu colocar meu coração
Em algo mais que não você
Oh fogo, me queime por dentro!
Oh meu amado
Leve tudo o que eu quero
Leve tudo o que eu faço
Leve tudo
e leve-me para você.
Eu nada sei sobre os
dois mundos -
Tudo o que eu sei é sobre o Uno -
Eu busco apenas o Uno,
Eu conheço apenas o Uno,
Eu encontro apenas o Uno,
E eu canto apenas o Uno.
Estou tão embriagado
no vinho do Amado
que os dois mundos
escorregaram para fora do meu alcance.
Agora não tenho mais negócios aqui
Apenas alcançar o copo do meu Amado.
Tudo o que eu sei é sobre o Uno -
Eu busco apenas o Uno,
Eu conheço apenas o Uno,
Eu encontro apenas o Uno,
E eu canto apenas o Uno.
Estou tão embriagado
no vinho do Amado
que os dois mundos
escorregaram para fora do meu alcance.
Agora não tenho mais negócios aqui
Apenas alcançar o copo do meu Amado.
O Amante está embriagado
de amor;
Ele é livre, ele é louco,
Ele dança em êxtase e delícia.
Preso por nossos próprios pensamentos
nos preocupamos com cada pequena coisa.
Mas quando nos embriagamos neste amor,
Aquilo que tiver de ser será, será.
Ele é livre, ele é louco,
Ele dança em êxtase e delícia.
Preso por nossos próprios pensamentos
nos preocupamos com cada pequena coisa.
Mas quando nos embriagamos neste amor,
Aquilo que tiver de ser será, será.
Meus olhos vêem apenas a
face do Amado.
Que gloriosa visão,
pois esta visão é amada.
Por que falar em dois? -
O Amado está na visão,
e a visão está no Amado.
Que gloriosa visão,
pois esta visão é amada.
Por que falar em dois? -
O Amado está na visão,
e a visão está no Amado.
[...]
Sua doce água limpou minha
alma
e removeu toda a tristeza
Agora estamos unidos em perfeita união.
Eles dizem que o amor abre a porta
de um coração para o outro;
Mas se não existem paredes
como poderá haver uma porta?
e removeu toda a tristeza
Agora estamos unidos em perfeita união.
Eles dizem que o amor abre a porta
de um coração para o outro;
Mas se não existem paredes
como poderá haver uma porta?
Quando você dança
todo o universo dança.
Que maravilha eu vi
e agora não posso virar minha face!
Leve-me ou não
as duas coisas são a mesma -
Pois enquanto houver vida neste corpo,
eu sou seu escravo.
todo o universo dança.
Que maravilha eu vi
e agora não posso virar minha face!
Leve-me ou não
as duas coisas são a mesma -
Pois enquanto houver vida neste corpo,
eu sou seu escravo.
[...]
Seu amor me
preencheu
com uma loucura
que ninguém jamais pode conhecer.
Contemplá-lo preencheu meu coração
com um poema
que ninguém jamais poderá escrever.
com uma loucura
que ninguém jamais pode conhecer.
Contemplá-lo preencheu meu coração
com um poema
que ninguém jamais poderá escrever.
[..]
Rûmî
domingo, 30 de setembro de 2012
Amor Pacífico e Fecundo
Amor Pacífico e Fecundo
Não quero amor
que não saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.
Dá-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!
Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
que não saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.
Dá-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!
Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A Liberdade através da Consciência
Se quiser ser feliz, você precisará ser livre primeiro. Se você quiser ser livre, você não deverá depender emocionalmente de nada e de ninguém. Para não depender de nada e de ninguém, você precisará desenvolver a percepção de que é completo
.
Para desenvolver a percepção de que é completo, você precisará se
conectar com a sua Paz e se manter nela. Para se conectar com a sua Paz
será necessário estar em pleno alinhamento com este momento, em
aceitação absoluta. A felicidade não pode ser um objetivo ou uma meta,
ela é um estado de consciência que o faz ver que eu e você e todas as
coisas, somos Um só.
Horácio Rodrigo Lopes Frasão
terça-feira, 18 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
Ultrapassando as limitações da Mente
Quando consigo ultrapassar as fronteiras da minha mente empobrecida pelos conceitos limitados do mundo, olho a vida com os olhos da minha alma, e percebo assim, que o Universo não tem início, nem meio, nem fim...
Uma vez deposta essa fronteira da limitação dos meus sentidos, posso ouvir o som da vida pulsando no coração do outro, que por muitas vezes está escondido sob a máscara da conveniência social.
Calmamente, posso me aproximar de um
outro ser, percebendo que nele também existe um Universo imerso em sua
alma, onde me vejo nos seus olhos e sinto meu coração pulsar no mesmo
ritmo que o dele.
A vida se torna mais colorida.
A música se faz. O som é criado pelas linhas da harmonia, e só pode existir quando todos os limites são ultrapassados e deixam de ter um sentido temporal.
O tempo, fronteira do medo, deixa de existir.
Essa é a linguagem da alma. Uma linguagem de liberdade, de luz e de amor, que não conhece distância, nem raça, nem cor e nem credo, mas que vê o princípio em tudo e o todo sendo um só.
A alma não conhece fronteiras. para ela não existe o limite, pois seu sentido de existência, o Amor, é tão infinito quanto o próprio Universo.
A vida se torna mais colorida.
A música se faz. O som é criado pelas linhas da harmonia, e só pode existir quando todos os limites são ultrapassados e deixam de ter um sentido temporal.
O tempo, fronteira do medo, deixa de existir.
Essa é a linguagem da alma. Uma linguagem de liberdade, de luz e de amor, que não conhece distância, nem raça, nem cor e nem credo, mas que vê o princípio em tudo e o todo sendo um só.
A alma não conhece fronteiras. para ela não existe o limite, pois seu sentido de existência, o Amor, é tão infinito quanto o próprio Universo.
Sandra Baptista
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